Friday, May 24, 2013
Renascimento
Sermos nós dois no céu a voar...
Saturday, October 10, 2009
O Teu Lado Negro

Dá-me as tuas fraquezas,
As tuas dúvidas e incertezas,
Os erros mais abjectos,
As tuas falhas inconfessáveis,
Os teus pecados mais secretos!
Dá-me a tua chuva intensa, pesada,
Os teus dias carregados e cinzentos.
Deixa-me espalhar a tua tristeza,
Lançá-la no ar, carregada nos ventos!
Dá-me as tuas coisas negras, doentias,
As pústulas, as feridas, as dores,
Os teus pesadelos, cheios de horrores,
Os teus arrepios, as febres frias!
Dá-me as telas loucas,
Pintadas na frustração,
Com o pincel da angústia,
A guiar-te a mão!
Serão o meu tesouro precioso,
Obras-primas do meu museu!
E quando estiver angustiado e furioso,
Quem se acalmará ao vê-las serei eu!
Prefiro andar perdido,
No meio da tua fraqueza,
Que entre a fúria dos dias;
Que lhes rouba a beleza!
Deixa-me ser teu anjo alado,
Designado pra te guardar,
Caído, para andar ao teu lado,
Para dar brilho ao teu olhar!
E será no AGORA, -- o usufruto,
Que crescerá um amor bruto,
Forte, poderoso e renascido,
Sentimento crescente e acrescido!
Voaremos como águias renascidas,
E em nós uma vida, serão vidas!
Quero seguir-te por onde vais,
Ir contigo, por dias nunca iguais!
É a tua fraqueza que o faz acontecer…
És para mim, fruto intenso, apetecido…
Só nos teus braços, consigo adormecer,
Ronronar como um vulcão adormecido!
Saturday, January 24, 2009
O tição do amor!

Perdoa este fogo mortiço
Já não incendeia, é postiço
E queria-o de novo forte e quente
Para aí, no peito, estares contente
Não, não sorrias dessa maneira,
Com esse olhar doce e maroto,
Que me traz assomos de garoto.
E me incita a doideira!
Chegas agora, talvez tarde...
Em mim já não há fulgor,
Apenas a vontade ainda arde,
O desejo, o tição do amor!
Saturday, April 19, 2008
No teu olhar...

(a foto tirei daqui)
No teu olhar...
Talvez encontre mais que olhar!
Talvez se veja o mar,
E a vontade de aportar!
Talvez encontre o cobertor,
Para este frio.
A lágrima sem dor,
A quem sorrio.
No teu olhar...
Há promessa que não prometeu,
O homem vazio e nu,
Que tu dizes que sou eu!
Thursday, January 24, 2008
Ilusão
Monday, November 05, 2007
Pássaro louco!

foto aqui
Só tu acordas,
Desnorteado,
Este coração!
Qual pássaro louco,
Cantando,
O anunciar da primavera!
Desejoso de voar,
No verde do teu olhar!
Saturday, October 27, 2007
A cama fria
Saturday, September 29, 2007
No lodaçal

Descrevo coisas que não sei,
Beijos doces, que não experimentei!
Amores de fogo, incandescentes
Que sonhei, nunca presentes!
Paixões de mentira e fantasia,
Para me consolar de vida triste!
Foi antes sonhar o que seria,
Coisas de mim, que nunca viste!
Fui feliz, nessa irrealidade,
Breve instante, que foi fugaz!
Quis acreditar que era verdade!
O que a frustração nos faz!
Mas foi verdade este amor,
Que senti transformador!
Capaz de mudar o mundo todo;
(Mas não era nada,)
Era eu a chafurdar no lodo!
Saturday, July 14, 2007
Maduro campo...

a foto veio deste post
Podes perder ao longo o olhar,
Neste maduro campo de trigo
A espiga cheia, acabada de dourar
O monte inteiro, a meter-se comigo!
“Sei o que desejas!” --
Sussura a terra castanha –
“Nesta Primavera que festejas,
A alegria que em mim venha!”
E sem delongas nem enleios,
Alguém virá pisar este chão,
Da haste enterrada colher grão,
Achar espiga, entre os teus seios!
Friday, June 15, 2007
Sofreguidão...
A foto foi tirada daqui
É a tua fome que me alimenta,
Nesse teu desejo ardente,
A mão que afaga e acalenta,
E faz a fria noite, quente!
Que o meu corpo sacie a tua fome!
Que eu seja teu e o mais que for,
E que eu em teu corpo tome,
Intenso e renovado ardor!
E que me queime e arda!
O fim é breve, já não tarda,
Mas que antes de acabar,
Ganhes asas e possas voar!
Monday, May 28, 2007
Poema dela...
foto aquiEmbala
Com o fulgor da bala
Pólvora estrepitante
Faz desse instante
A tua vida concentrada
Leva-me até ao mar
Sentir-me molhada
Nesse gênesis a acontecer
Em que por amar
Me sinto viver!
Dá-me tudo e fica cheio
Não deixes a coisa a meio
Abre-me, racha-me
Em minha racha
Acha-me
Na fogueira da tua acha
E num instante pequeno,
Faz-se a felicidade
Sentir seu cheiro em pleno
E inunda-me desse leite
Pra que no frémito do tremor
Sinta o deleite
De que vale a pena o amor!
Saturday, May 26, 2007
Amanhece
Amanhece
A cama está vazia…
A tua ausência enternece,
O começar do meu dia!
Ai se eu fosse o ar que respiras,
Seria teu até ao sufoco!
Dar-te-ía mais do que me tiras,
E saber-me-ía sempre a pouco!
Friday, April 06, 2007
Pôr-lhe um fim...
in www.escritoscriativos.blogspot.comNão quero saber como começou
Foi um pó que você soprou
Caiu em meu olho e fez chorar
Não, não me importa se é de acabar
Já nada importa mais, nem um pouco,
Amar é só ideia de completo louco…
E já passei daí e nem quero saber!
Apenas quero saber quando deixa de doer!
E senão deixar…
Fica assim!
Eu quero acabar,
Pôr-lhe um fim…
Friday, November 24, 2006
Chamar-te...
Tuesday, October 31, 2006
Afogando-me em ti

foto in Olhares.com
Conheço a tua mão,
Como se fosse marinheiro,
E ela um mapa.
Bússola é o coração,
Em ti, rumo por inteiro,
Nenhum vento escapa!
Mas... (deve ser da ondulação)
Tenho no estomago este nó,
Um aperto no coração!
A sensação que a vida é pó,
Sempre a fugir da nossa mão!
Gostava de perceber...
O que está acontecer,
Neste vento suão,
Que ao te amar,
Me sinto a afogar... a afogar...
Thursday, October 12, 2006
Cansei de Amar

Cansei de amar
Desse jeito louco
Que me sabia sempre a pouco
Não tem mais sentido
Acabar caído
Nessa frustração
No final da paixão!
Cansei de amar
Dessa forma tola
De quem não bate bem da bola!
Porque acaba sempre no fim
Num sabor amargo assim
De ficar vazio e só
A sacudir o pó!
Cansei de amar
Como se não huvesse amanhã
Porque no outro dia vou acordar
E sentir a vida fútil e vã
E procurar novo doido amor
Pra no final
Restar apenas dor
E sentir-me mal!
Cansei de amar
E páro por aqui!
Antes de perder as asas,
Poderei voar
Para ao pé de ti...
Friday, September 01, 2006
Arde!
foto por Irene Suchocki Oh sim, acende em meu corpo esse fogo,
Esse calor de um braseiro que consome!
Sê a minha roleta russa ou outro jogo,
Sê tu o alimento que sacia a minha fome!
Quero-te! Quero-te até ao rasgar da pele,
Até esta agonia que leva lágrimas ao olhar!
O teu corpo há-de ser céu, lua-de-mel,
E eu hei-de ganhar asas, para nele voar!
Inventa o que quiseres, mas põe-te nua,
E sussurra o meu nome ao meu ouvido!
Pode ser um nome qualquer esquecido,
Porque direi ‘amo-te’ pra se ouvir na rua!
O depois será amargo por certo.
Ficarei longe do teu abraço, do aperto,
Das tuas coxas mexendo de desejo,
E é tanta a luz, que cego já não vejo!
Não deixes a meio esta superlativa união,
Feita do que é antigo e do que é moderno.
Deita tudo nesse fogo que é paixão!
Arde! Arde que é céu e parece inferno!
Friday, August 25, 2006
Lume e Fogo
foto por Michel Heteronimus
Teu pudor
Me incita,
Excita,
Provoca o amor,
Acelera o coração!
Que calor!
Que paixão!
Teu seio desnudo,
Me queda mudo.
O que é isto?
Não resisto!
Persigo teu olhar,
Tua boca pra beijar!
Minhas mãos são aves,
Que no céu do teu corpo,
Tomam liberdades!
Porque é assim,
Este estopim,
Perigoso jogo?
Tu és lume
E eu sou fogo!
Wednesday, August 02, 2006
Miopia estranha
ilustração de arellano migdalia
Oh perder-me eu em ti
Que importa
Que se não fique por aqui?
Tudo é nada
E este nada esvazia
Era a ti que eu queria!
Oh como te quero tanto!
Não chega o pranto
O mundo, a morte,
Amar-te é desta sorte!
Uma espécie de loucura
Que mesmo cuidando a cabeça
Não tem cura
Nada que a meça!
Arrancai-me este coração
Coisa selvagem, cheia de manha
Dizem que é paixão
Mas é miopia estranha
Que sem chegar a cegar
Apenas a ti consegue ver
E só a ti me deixa amar!




