Com fruto que guardaste para mim.
Amarmo-nos de mil maneiras!
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Thursday, May 29, 2014
Renascendo
Thursday, November 21, 2013
Campo de semear!
Se um homem há-de comer,
No suor do rosto há-de semear;
E vinho novo há-de beber,
No afã final do seu lavrar.
Mas há uma fome,
Que tudo consome,
E nem deixa restolho,
A fome do meu olho!
Uma fome profunda,
Onde o meu vazio coração,
Cai e se afunda,
Sem encontrar chão!
Os teus seios são montes,
Por onde estendo o olhar.
Os teus lábios são fontes,
Onde esta sede quero saciar!
Quem dera o teu corpo lavrar,
Com estas minhas mãos dele cuidar,
E mesmo que nele não nasça pão,
Saciar nele, meu esfomeado coração!
Deixa que beije sôfrego essa terra,
Que loucamente anseio poder possuir!
E a amarga dor, qual escorpião que ferra,
Me obriga a largar-te, a deixar-te ir!
E na neblina que me cobre o olhar,
Latejando, em bruta pulsação,
Sonhando que me vens salvar,
Mas não é nada, é só alucinação!
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